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O Que é Nomadismo Digital? Escritora da Forbes Explica Nova Revolução…

Por

O nomadismo digital tem sido uma das grandes revoluções ocorridas pelo advento de computadores portáteis, avançados na velocidade da internet e preços reduzidos de passagens aéreas.

… e é extremamente inspirador conhecer pessoas, independentemente do país, raça, sexo, cor ou religião, que dão um passo além… e fazem as coisas acontecerem.

Mais inspirador ainda é quando esta pessoa não apenas escreve para a revista Forbes, mas também é uma mulher independente de localização.

Você já parou para pensar se existem diferenças em ser um homem ou uma mulher na estrada?

E se sim… quais são?

Não apenas isso…

Mas também como o advento da internet, a qual permite comunicação instantânea em escala global, e computador portáteis pessoais (laptops), os quais permitem levar seu escritório para qualquer lugar, têm mudado o estilo de vida de pessoas e feito com que empresas tradicionais re-pensem a forma como operam.

Seu Vídeo Sobre Nomadismo Digital Com Elisa Doucette, Escritora da Forbes:

Pois bem, No Bate-Papo #3, da nossa categoria de Bate-Papos & Entrevistas, gravado em Chiang Mai, você vai conhecer a Elisa Doucette, escritora de uma coluna da revistas Forbes e nômade digital.

Coloque essa entrevista no seu site (copie e cole o código HTML)

Além disso, a Elisa tem estado envolvida com diversos projetos e nesta conversa, gravada em Chiang Mai na Tailândia, são passadas algumas informações muito importantes para o seu crescimento

Alguns tópicos interessantes abordados no bate-papo:

  • Importância da localização para expansão da carreira;
  • Nomadismo digital e como ela está mudando o estilo de vida de pessoas e a forma como empresas trabalham;
  • Visão geral histórica sobre revolução, internet e trabalho remoto;
  • Como superar os medos e viajar para outros países;
  • Toque sobre freelancing e como se tornar um escritor;
  • Como se sentir confortável com o desconforto;
  • Formas estruturadas de comunicação através internet;
  • A importância de dominar mais habilidades para se tornar mais livre;
  • Adaptação, na nova revolução, e porque esta é uma habilidade primordial para o sucesso;
  • E muito mais…

E o vídeo do Bruce Lee, o qual mencionei durante a conversa:

E agora…

Tenho uma pergunta para você…

Você está se preparando para aproveitar ao máximo a revolução digital?

Deixe sua contribuição participando nas discussões abaixo.

Seja água, meu amigo!

Marcus Lucas - Assinatura  

“Nós somos uma geração que tem visto nossos pais colocarem seus sangue, suor e lágrimas em seus empregos. Sendo demitidos, empresas indo a falência…

Nós todos assistimos a isso e nos leva à um ponto no qual, como nos sentiríamos confortáveis confiando naquilo que a geração dos nossos pais confiou?

Então, para muitos de nós, um movimento mais seguro neste momento é fazer algo que apenas podemos depender de nós mesmos.

Infelizmente, porque me faça de tolo uma vez, vergonha de você. Me faça de tolo uma segunda vez, e vou começar meu próprio negócio (do zero) porque eu não posso acreditar que o sistema vai cuidar de mim.” – Elisa Doucette

Sua Transcrição: O Nomadismo Digital Explicado Por Escritora Da Forbes

Marcus Lucas: Oi pessoal, estou aqui com alguém muito especial hoje. Elisa Doucette. E eu a conheci, eu acho que foi cerca de duas semanas atrás. Na conferência Dynamite Circle. E essa menina é inteligente. Ela escreve para a revista Forbes. **

Ela está vivendo o estilo de vida internacional. E ela é simplesmente uma inspiração para muitas pessoas.

** Elisa na Forbes (Shattering Glass): http://www.Forbes.com/sites/elisadoucette

Como você começou a viajar e trabalhar ao mesmo tempo?

Elisa Doucette: Eu venho de um pequeno estado nos Estados Unidos.
Eu venho de Portland, Maine. Até os 31 anos de idade, eu realmente nunca tinha deixado o meu estado. À exceção de umas férias de cinco dias.

Marcus Lucas: Uau.

Elisa Doucette: Eu não tinha um passaporte. Nunca tinha viajado internacionalmente, exceto para o Canadá, que fica ao lado de Maine, então não conta.

Marcus Lucas: Então, não conta.

Elisa Doucette: E eu tinha sido freelancer há cerca de um ano, como uma escritora freelance. E realmente tinha percebido que…

O tipo de escrita que eu queria fazer e as conexões que eu queria fazer não estavam sendo facilitadas também em Maine. Eu meio que me identificava mais com grupos de tecnologia em Nova York e São Francisco.

Marcus Lucas: Sei.

Elisa Doucette: Então eu decidi que eu realmente precisava sair.

Tipo… eu teria que me mudar para outro lugar se eu quisesse expandir minha carreira. E estive envolvida em uma série muito grande de eventos, e eu acabei fazendo uma entrevista para a Forbes, sobre empreendedores independentes de localização.

E eu acabei entrevistando esse cara chamado Dan Andrews que dirige o Tropical MBA, conduz o conferência Dynamite Circle. E ele me contou tudo sobre o seu negócio. E agora eu estava realmente intrigada.

Ele realmente tinha algo de bom acontecendo e realmente me envolveu na missão de expandir o estilo de vida independente de localização e ser empreendedor de qualquer lugar do planeta.

E então, casualmente, cerca de um mês mais tarde Ele postou um trabalho para o qual eles estavam contratando. Eles queriam expandir esta marca que eles tinham com publicações online em blogs e podcasts e esta comunidade de membros.

E eles queriam contratar alguém para escrever uma quantidade de conteúdos para eles. Eu não tinha tanta certeza de que eu queria trabalhar para outra pessoa. Candidatei-me para o cargo no último minuto. Na verdade, eu comecei a pesquisá-lo cerca de 12 horas antes do prazo.

Marcus Lucas: Uau.

Elisa Doucette: Pesquisei por doze horas seguidas. E, em vez de me candidatar a um emprego onde eu escreveria um monte de cópia (textos) para as pessoas. Eu criei uma posição onde eu passaria a ser a editora chefe de sua companhia de publicações.

E basicamente os ajudaria com a estratégia, a direção e a gestão, as tarefas de execução de publicações em larga escala.

Marcus Lucas: Uau, isso é incrível. E eu a vi na conferência. Ela é tão amigável. Todo mundo quer falar com ela.

E uma coisa que eu notei. Eu fui a uma conferência na Lituânia, o Blacksmith Entrepreneurship Camp

E o engraçado, a maioria das meninas estava dizendo… “Nós estamos indo para a conferência de alguém que tem um blog”. Isso é estranho!

Mas faz sentido, hoje em dia mais e mais podemos viajar e trabalhar ao mesmo tempo. 20 anos atrás, raramente se tinha internet.

É, essa é uma grande revolução.

Elisa Doucette: Realmente é, e essa é uma das coisas em que eu estava realmente
interessada. Viver em Maine, era, isso porque todo o meu trabalho era online.

Eu escrevi para todas as publicações on-line. Eu trabalhei com empreendedores on-line, para fazer a sua marca e estratégia. Eu meio que comecei a perceber que o espaço da internet deu-nos a liberdade de estar onde queríamos estar.

O que é algo um tanto revolucionário, quero dizer. **

** Artigo da Elisa Doucette, Forbes, ‘Freelancing and Location Independence – The New Work Revolution?’: http://www.Forbes.com/sites/elisadoucette/2011/09/15/freelancing-and-location-independence-the-new-work-revolution/

Mesmo com a internet do final dos anos 90 ou início dos anos 2000 você ainda se mantinha preso onde se localizasse o seu grande computador de mesa.

Marcus Lucas: É.

Elisa Doucette:Foi assim até que os laptops realmente se tornassem acessíveis.
Nem mais do que tipo dez anos atrás. que as pessoas eram capazes de estar em qualquer lugar.

Marcus Lucas: Uau . Exatamente. Ideias incríveis.

E uma coisa que você estava dizendo foi, você tinha 31 anos, e então, você decidiu, na verdade, seguir esta jornada. Que tipo de coisas te assustavam e como você as superou?

Elisa Doucette: Para mim, grande parte disto era que nem sempre eu…

Não é que eu não me encaixasse no estilo de vida independente. Eu conhecia pessoas que viajavam muito, e algumas que trabalhavam enquanto viajavam. Eu as achava bacanas.

Na verdade, eu trabalhava, primordialmente, como agente de vendas de seguro no meu estado. E então, basicamente, transferi-me para o escritório de gestão.

Para o meu estado para uma companhia nacional de seguros extremamente grande e era basicamente uma gerente de vendas para uma das linhas de negócios. E fazendo todo o marketing e vendas e suporte técnico e tudo mais.

Então, eu tinha uma vida que estava em uma trajetória muito rápida, então isto nunca se passou na minha cabeça a necessidade de ir e fazer essas coisas.

Marcus Lucas: Entendo. Então você tinha um tipo normal, tradicional, de trabalho, das 9 às 5pm.

Elisa Doucette: Muito. E na verdade eu amava aquele trabalho. Quando eu decidi desistir daquele trabalho.

Deixei-o com o processo de pensamento básico eu realmente queria tentar me dar uma chance como escritora, e eu pensei, bem, se eu sair em boas condições, pelo menos se eu totalmente perceber que eu não consigo ser bem sucedida como escritora, eu posso voltar para aquela empresa e aquele trabalho que eu realmente gosto, e espero que eles me aceitem de volta.

Marcus Lucas: E isso é o interessante…

Ter um plano B é crucial para um monte de gente. Porque nós precisamos ter plano B para ter a segurança de que precisamos. E eu estou muito orgulhoso de você compartilhar essas histórias também.

E como você compara seu trabalho antes, não dizendo que era ruim, era normal, foi um trabalho legal que você gostou, com o estilo de vida que você tem agora.

Você consegue traçar alguns paralelos aí?

Elisa Doucette: É um pouco difícil porque são duas vidas muito diferentes. Quando eu volto para casa agora, eu só volto para casa geralmente uma vez por ano nos Estados Unidos. Quando eu vou para casa as pessoas apenas, eles são tipo: “Você está certa, você é diferente”.

Marcus Lucas: Seus pais vão lhe matar… é só uma vez por ano para o Natal.

Elisa Doucette: Não, meus pais, infelizmente, sabem que não haverá visitas de férias. É frio em Maine. Há neve e gelo no Natal eu não vou a lugar nenhum perto disso.

Quando eu comparei os dois estilos de vida. Meu trabalho antes estava muito focado. Eu sempre fiz um esforço consciente com o meu trabalho, para vê-lo quase de maneira empreendedora.

Então, eu trabalhei em um ambiente empresarial extremamente estruturado.

Mas eu tive muita sorte com todos os chefes que eu já tive, todos os gestores, basicamente, me deram total liberdade para fazer o que eu precisava fazer ao estilo de pedir perdão, não permissão, e fazer o que fosse necessário para levar nossos departamentos, nossas agências, as nossas empresas para a frente.

Então, agora vivendo, fazendo este estilo de vida que é bem o que eu faço com o meu trabalho o tempo todo, é só trabalhar com meus clientes, levando suas coisas para a frente.

Marcus Lucas: Você seria capaz de viver em qualquer lugar, indo para Saigon…

Elisa Doucette: Eu viajo um pouco mais do que eu viajava morando em Portland, Maine. Então, eu viajo e vejo muito mais pessoas, mas para ser honesta, eu sou provavelmente uma das pessoas de localização independente menos interessantes sempre. Eu sou alguém que trabalha na Starbucks 4 dias por semana…

Porque eu gosto da rotina e consistência. É familiar, eu sei, eu posso ligar meus fones de ouvido e trabalhar por 6 horas.

Marcus Lucas:Um monte de gente que eu conheço não tem um cronograma, incluindo a mim.

Estou tentando policiar-me agora, para que eu possa acordar cedo e fazer tudo o que eu preciso fazer. Tenho amigos que trabalham na parte da manhã, às duas horas, e nada é realmente fixo, você tem algum conselho para as pessoas que não conseguem ter essa consistência em suas rotinas?

Elisa Doucette: Eu tenho uma rotina extremamente consistente, mas é também uma decisão que vem muito da consciência. Então, para eu ser capaz de me levantar, eu acordo entre 6 e 7 horas todas as manhãs.

Para que eu seja capaz de acordar entre 6 e 7 horas todas as manhãs, e eu estou na cama, eu estou dormindo geralmente em torno de 10 horas da noite
por 9 horas, eu tenho um tipo de regra pessoal…

Eu desligo meu laptop, eu desligo as TVs, eu desligo meu celular, desligo qualquer tipo de tela e a única coisa que eu posso fazer é basicamente ir para o meu quarto e sentar-me com o meu (Kindle) e ler até que eu adormeça.

Marcus Lucas: Essa é uma dica muito boa. Porque quando você está olhando para a tela do computador, ela não o deixa pegar no sono.

Então, você tem que desativá-los.

Elisa Doucette: Bem, e você está constantemente sendo estimulado.

Os computadores são muito interativos e nos exigem muito. Então, quando você está dentro deste espaço mental, é difícil desligar-se.

Sempre quando estou lendo, estou constantemente absorvendo informações e processando e eventualmente me transporto um pouco.

Marcus Lucas: Então, o que você diria que são os desafios e as recompensas de ter este estilo de vida diferente, comparando a estar em casa onde você já conhece tudo?

E, em seguida, ir para Chiang Mai ou Saigon ou cidades diferentes, tudo é novo. Diferentes tipos de comida, diferentes tipos de pessoas, e pessoas interessantes também.

Pelo menos para mim, eu acho que fazer networking é incrível, porque estamos mais livres, até mesmo entrevistá-la neste momento, eu não teria feito isso antes, se eu estivesse em um emprego normal. A menos que eu fosse um jornalista, mas eu sou péssimo nisso. Então… Nem perto.

Então, isso é muito interessante … trabalhar online, conhecer pessoas e trocar conhecimentos, o que você acha sobre tudo isso?

Elisa Doucette: Eu amo fazer networking. Networking e me conectar com as pessoas é uma das minhas maiores alegrias.

Eu adoro conhecer pessoas e conversar com as pessoas e conhecê-las, o que é muito interessante, porque eu sou realmente uma pessoa muito introvertida.

Marcus Lucas: Capaz!

Elisa Doucette: Eu preciso muito do meu próprio espaço. Então, eu adoro ir e vir e tudo mais, mas eu gosto de ser capaz de tipo, voltar e ter tempo pra mim, o que provavelmente seja um dos maiores desafios que eu encontrei de estar na estrada, há tantas oportunidades para estar sempre conhecendo pessoas e sempre saindo e sempre indo a cafés ou encontro com colegas de trabalho, e para mim, pessoalmente, eu adoro isso, então, eu vou adorar até o ponto em que isso seja prejudicial para mim.

Porque eu quero ir e vir com as pessoas e me divertir, mas aí eu estou exausta na hora seguinte, então eu não posso fazer as coisas que eu preciso fazer nas horas livres, porque passei este tempo todo, como que me recarregando do grande gasto de energia.

Marcus Lucas: Isso é fantástico. Eu conheci uma ex-agente do FBI da última vez e eu a estava entrevistando.

Como eu faria isso antes? Eu estava trabalhando como engenheiro de software em Tóquio e eu estava trabalhando, provavelmente, 10 horas por dia. Era impossível realmente sair e conhecer pessoas e fazer esses tipos de networking.

Eu me sinto muito feliz e grato por conhecer mais e mais pessoas interessantes agora do que no lugar de onde venho. Não estou dizendo que os meus amigos de lá são chatos, não são, mas há uma certa quantidade de pessoas que você pode encontrar se você estiver em um mundo fechado. E saindo dele, você pode fazer muito mais.

Então, o que você acha que são os principais medos, que as pessoas em geral, e especialmente meninas, têm antes de viajarem que estão fora da zona de conforto?

Elisa Doucette: Definitivamente é um conjunto diferente de medos… desafios ou coisas para estar ciente quando você é uma menina na estrada em grande parte, simplesmente porque a nossa segurança é muito mais um problema.

Mas por isso mesmo, para mim, eu sempre tento ter isso em mente, lembrando… eu venho dos Estados Unidos… onde você sabe…

Em Nova York… O estado que eu venho, Maine. Eles tiveram um ano horrível no ano passado, foi o pior ano que o estado já teve em termos de homicídios. Acho que houve em torno de 60. Mas estou ciente de muitas mais das grandes cidades, em que 60 homicídios são em um mês.

E então, há perigos em todo o mundo, e para mim como uma mulher, eu apenas tento ser mais consciente de mim mesma e do ambiente à minha volta.

As vezes isto significa, dada a opção de ir para casa às 2 da manhã por uma área onde há algum tipo de coisas realmente perigosas ou pagar para pegar um táxi?

Vou esperar para pegar um táxi. Eu vou ficar em um lugar que é um pouco mais agradável e dispõe de uma fechadura sólida na porta, em vez do hotel de 8 dólares em que meus amigos garotos podem hospedar-se.

Marcus Lucas: E eu estava dizendo a ela, eu não estava no albergue… Eu não vou dizer o nome do albergue.

À 1 da manhã.. pessoas começaram a brigar, foi uma loucura. Pela manhã, havia sangue por toda parte.

Porém eu não quis assustar ninguém, viajar é incrível.

Elisa Doucette: Por isso, todos devem viajar, é ótimo!

Marcus Lucas: Sim, melhor que seja seguro, e especialmente se é uma
mulher, caso você não se importe de pagar um pouco mais para ter um lugar mais confortável para ficar, certifique-se de que seja, quem sabe um 3 estrelas, este é um hotel 3 estrelas e é muito bom e é acessível.

Elisa Doucette: E assim, eu acabo gastando um pouco mais, eu verifico a minha bagagem agora, porque eu geralmente preciso ter muito mais roupas.

Há lugares que eu vou, que eu tenho de usar vestidos longos ou eu vou ter que ter uma camisa que me cobre toda, em partes por causa da segurança e, em parte, essa é a cultura do lugar que eu vou.

E para mim é muito importante que eu respeite esses costumes.

E, eu conheço um monte de pessoas que não necessariamente concordam com isso, mas abriu muitas portas para mim ser respeitosa, e não necessariamente ser a mulher calma, submissa no exterior, como todos imaginam que as mulheres sejam obrigadas a ser, mas apenas ser respeitosa.

Marcus Lucas: Exatamente. Mesmo quando eu estava estudando no Japão,
eu tinha alguns amigos… eles faziam tudo o que queriam….

Precisamos ser respeitosos, os costumes, precisamos ser educados com as pessoas, e devemos fazer isso o tempo todo.

Não é porque você está em um país diferente, que você vai estar quebrando tudo, sabe? Basta ser muito respeitoso.

Como é que você começou a escrever para a revista Forbes?

Elisa Doucette: Tenho a pior história que já aconteceu.

Assim, muitos dos meus amigos que são jornalistas, repórteres e escritores, têm estas histórias grandes, “Eu escrevi este artigo e este discurso incrível e foi para a editora, e o público se desdobrou em aplausos, e eu fui capaz de conseguir o que eu consegui.”

Eu estava apenas às voltas escrevendo meu pequeno blog, que eu pensei, sabe, que talvez minha mãe, meu pai e umas outras sete pessoas leiam.

Marcus Lucas: Vou colocar o link aqui, então vocês podem conferir. Talvez mais pessoas vão seguir você.

Elisa Doucette: Basicamente recebi um e-mail um dia, meu blog começou a ser re-sindicado, o que significa que este site em particular, Brasen Careerist,
pegou meu link RSS e colocou-o no site deles como conteúdo e assim, ocasionalmente, eles apresentam coisas, de vez em quando, eles me pediram para escrever um post destaque. Porque em parte eu tinha começado a conhecer muitas dessas pessoas através do Twitter.

O twitter é a minha escolha absoluta de rede social. Sempre. E eu comecei a conhecer essas pessoas através do Twitter. Cheguei a este trabalho no Brazen Careerist. Nem mesmo um trabalho, tive meu blog refeito.

E eu recebi um email, um dia, desta mulher, o nome dela era Caroline, e ela disse: “Eu realmente gosto de tudo o que você escreve.

Eu tenho acompanhado você, por algum tempo, nós estamos buscando expandir a rede de colaboradores da Forbes, e estamos procurando alguém que poderia escrever sobre jovens, mulheres profissionais, mas a partir de uma visão mais moderna.

Na época, eu não sabia mas era mais como um tipo de perspectiva Sheryl Sandberg, “Lean In”.

E ela é do tipo: “Eu realmente gostaria de falar mais com você sobre isso.”

Ao que eu respondi para ela, de uma forma muito mais agradável..

Mas, essencialmente, dizendo: “Você é real?”

Eu meio que esperava que o próximo e-mail fosse tipo, “Apenas me dê o seu número de segurança social e de conta bancária, e a incluiremos. Seu primeiro pagamento virá logo logo, prometo.”

E ela confirmou que ela era real, me disse que eu poderia ligar para a central, pedir por ela. Então, dentro de uma semana, tinham-me incluído com minha própria coluna, coluna on-line na Forbes.com, eu escrevo para o canal de mulheres da Forbes, não tão frequentemente quanto deveria.

Se minha editora pega isso, me mandará um e-mail tipo: “Por que você não posta mais?” Então, sim, eu escrevo basicamente sobre as colunas chamadas “Shattering Glass” (“Quebrando Vidro”) Então eu comecei a escrever sobre um tipo de crença de teto de vidro que tantas pessoas têm, que existem coisas que nos reprimem de crescer.

Minha opinião é muito… é claro que existem coisas que nos reprimem. Há coisas que impedem todos. algumas pessoas têm tetos de vidro mais espessos do que outras, mas, todo mundo tem algum tipo de limitação em que acredita.

Sua vida deve ser… é uma grande limitação, mas é vidro. Sua vida deveria ser descobrir como quebrar o vidro e ir além de si mesmo.

Marcus Lucas: Alguns dias atrás, eu acho que foi em uma revista ou em um post de um blog que ficou muito famoso, este autor estava dizendo, “Por que a geração Y é infeliz?”

E isso me deixou indignado. Essa pessoa é velha, é por isso que ele está dizendo isso… Porque agora temos muito mais possibilidades do que tínhamos antes.

Temos a internet, temos conhecimento, em todos os lugares, podemos ter cursos de treinamento, livros, informações sobre como criar um negócio próprio, sobre como se mudar para Tailândia, e temos este conhecimento vasto e incrível agora e temos que usá-lo.

E eu não acredito que a Geração Y é infeliz ou, talvez, se eles não estão se esforçando para alcançar objetivos em suas vidas eles podem se sentir infelizes.

Elisa Doucette: É muito, interessante, eu acho que, em geral, as pessoas não são necessariamente mais infelizes do que foram no passado. Mas eu acho que as pessoas estão mais abertas quanto a reconhecer o fato de que são infelizes.

Em gerações passadas, você meio que assumia, se você fosse infeliz com sua vida, bem, é a sua vida, e você simplesmente tem de vivê-la. E este conceito existiu durante várias gerações, exceto a Geração Y e agora, a Geração Z é mais vocal quanto a isto.

Você sabe, ser infeliz e querer mudar esta situação é o que faz a grande diferença agora. Eu acho que um monte de gente que tipo, eu quero dizer Eu estou no meio dos meus trinta anos e ocasionalmente tenho aquilo tipo: “Vocês, crianças malditas, saiam do meu território”.

Eu tive que gastar tempo e esforço, vocês também deveriam ter de fazê-lo.” Ganhe o seu sustento. E eu não estou muito fora da Geração Y.

Então eu acho que a Geração Y tem muito mais voz e tem muito mais chances de expandir suas comunicações, com a chegada da internet, para ser capaz de dizer o quão infeliz estão com o status quo…

Por causa das oportunidades e tudo mais ambos estão expressando esta infelicidade e tentando fazer algo quanto a ela. As pessoas sentem desconforto ou medo em relação à mudança.

Então, tão logo você tenha uma geração inteira de pessoas tentando mudar a maneira como as coisas estavam, você não sabe exatamente o que fazer com isso, então, tem que ser culpa deles.

Nos anos cinquenta e sessenta, as crianças tiveram seu rock n roll e nos anos Setenta e setenta eles tinham suas comunidades hippies.

Anos oitenta e noventa, em noventa todo mundo só usava camisas de flanela nos Estados Unidos e escrevia poesias ruins. Essa foi a pior revolução que já existiu.

As pessoas agora, as crianças agora estão pedindo uma verdadeira revolução. Eles estão pedindo para mudar, o que as pessoas vêem como uma vida feliz e satisfatória.

Marcus Lucas: O que você prevê para o futuro, para os próximos 10 anos…

Em termos de independência de localização, ou em termos de, como as pessoas estarão se conectando e tentando ser mais empreendedoras?

Elisa Doucette: Eu acho que você vai ver isso acontecer de duas maneiras diferentes. Eu acho que, obviamente, vai continuar crescendo e se expandindo.

Eu acho que muitas empresas estão decolando com a agilidade dos seus empregados, quando antes, grande quantidade de empresas como você disse, meio que se limitou, sabe, esta é a maneira que nós sempre fazemos as coisas e você tem que estar aqui no escritório de tal a tal hora, independentemente se você está ou não trabalhando, na verdade.

Eles vão começar a reconhecer cada vez mais que quanto mais eles encorajam seus funcionários a terem um pensamento empreendedor, mais trabalho e dedicação terão deles. Assim que você dá a alguém o poder de manifestar o seu próprio destino, eles tendem a fazer exatamente isso.

Assim, ao longo dos próximos dez anos, eu acho que nós vamos começar a ver uma quantidade significativa de empresas deixando as pessoas trabalharem mais em casa, serem independentes de localização, vamos ver muito mais pessoas começarem a pedir esse tipo de coisa.

E então, você vai ver um monte de gente começar a entender que se eles podem fazer isso neste paradigma, então eles podem facilmente mudar e começar a fazê-lo sozinhos.

Marcus Lucas: O que você acha que são as 5 razões principais, ou algumas razões principais pelas quais você pensa que o jovem pode querer, tipo… não sei se viajar pelo mundo, mas construir um negócio, e serem mais empreendedores do que antes?

Elisa Doucette: Eu acho que um monte de jovens estão se tornando muito
marginalizados com a franquia, o que significa que somos uma geração que estamos vendo nossos pais, que colocaram seu sangue, suor e lágrimas em seus trabalhos, sendo demitidos, as empresas vão à falência, coisas sendo terceirizadas…

Nos Estados Unidos, temos empresas que estão desviando os fundos de aposentadoria dos seus funcionários, temos nosso governo socorrendo os bancos. Porque você sabe, quem tem menos dinheiro do que bancos?

Vemos um monte disto, e isto nos leva a um ponto que… Onde estaríamos sentindo conforto confiando em coisas que a geração de nossos pais confiava?

Estas coisas estão realmente nos arruinando e vindo a ser reveladas tão corrompidas quanto elas sempre foram. Assim, para muitos de nós, um movimento mais seguro neste momento, é fazer algo em que só tenhamos que confiar em nós mesmos.

Porque, infelizmente, me enganei com isto uma vez, vergonha de você, me enganei duas vezes, eu vou começar meu próprio negócio. Porque eu não posso acreditar que você vai cuidar de mim.

Marcus Lucas: Exatamente, e é incrível porque mais e mais pessoas estão percebendo que, especialmente no Brasil, tudo o que compramos, se você comprar um carro, é em torno de duas vezes o preço americano.

Se você vai comprar uma casa, é muito, muito caro. E o nosso salário médio é muito mais baixo.

Então um dia eu estava conversando com membros da família, e disse OK, se eu for ter um trabalho normal , e eu economizar cerca de US $ 500 por mês, vai levar 3 anos de minha vida só para comprar um carro.

Elisa Doucette: Sim.

Marcus Lucas: Não só os jovens, mas as pessoas em geral agora, elas estão percebendo, que esse não é o caminho mais seguro. Especialmente no Brasil, se acontece algo de errado com você e você precisa ir para o hospital…

Eles não vão cuidar de você. Então, é melhor você cuidar de si mesmo, o empreendedorismo é uma maneira de conseguir isso.

Elisa Doucette: É muito verdadeiro e falando sobre a diferença de salários e tudo mais. Os jovens, eu não sei como é no Brasil, nos Estados Unidos, temos jovens de 20 anos que estão sobrecarregados com uma dívida que é, equivalente a uma aquisição de uma pequena casa.

Por causa de sua formação universitária e porque tantas empresas de cartão de crédito e tudo mais acabam fazendo a cabeça destes estudantes universitários, não é incomum absolutamente ver em um campus universitário, qualquer dia, pessoas que trabalham com cartão de crédito tentando conseguir que os jovens se cadastrem para ter um, e se você se cadastrar eles lhe dão uma barra de chocolate.

E então, você tem este filho de 18 anos que não sabe como administrar suas finanças de maneira alguma, de repente, com um limite de crédito de US $ 5.000.

Isso é simplesmente uma receita para o desastre.

Então, no momento em que fazem 22, 23 anos de idade você já tem alguém devendo trinta, quarenta mil dólares. Eles não podem ter um trabalho que vai pagar oito dólares por hora, viver por conta própria, e ter que pagar de volta este valor.

Marcus Lucas: Uau. Vocês estão fo****s.

Elisa Doucette: Oh, nós estamos totalmente ferrados. Mas, você sabe que você vai ver isto muitas vezes nos Estados Unidos, é mais comum, eu acho que é algo como 60-70 por cento dos jovens adultos a partir do momento em que têm de 20 a 28, terão de voltar à morar na casa dos seus pais. Porque eles simplesmente não conseguem manter o estilo de vida.

E muitas pessoas olham isso e dizem: “É uma geração mal criada.”, eles estão apenas acostumados a serem mimados por seus pais. Mas ninguém já esteve nesta situação anteriormente, onde eles são tão mal preparados, para lidar tão rapidamente com a realidade adulta.

Marcus Lucas: Especialmente quando você tem 18 anos. Muita gente não sabe o que vai fazer no futuro. Se Eles entram no curso errado. É horrível.

Mesmo no meu caso, depois do Japão, eu estava trabalhando como um engenheiro de software. E eu sabia que era possível ganhar dinheiro online, e depois eu parei tudo.

E eu me lembro da minha mãe, ela estava dizendo: ” É …” , e eu fiquei impressionado, ela estava dizendo tipo, “Sim, não se preocupe, você era muito jovem quando você escolheu fazer ciência da computação.” Uau. Bom que ela compreende isso, mas muitas pessoas em outras famílias não têm o mesmo apoio. Porque é muito cedo.

Eu sei que no MIT, quando você faz um curso, na Universidade você pode fazer aulas em diferentes cursos. E isso é uma maneira muito melhor de realmente saber do que você gosta. Devemos providenciar uma vida melhor para nossos próprios filhos no futuro.

Elisa Doucette: Absolutamente, eu acho que os adolescentes só, infelizmente,
como você disse, nos 18 anos, não estão preparados para tomar uma decisão sobre para onde dirigirem suas vidas nos próximos 50 anos.

Especialmente em um ponto em que você nem consegue começar a entender as consequências desta decisão também. É realmente lamentável.

Eu lutei um pouco com isto, eu me formei nos 2 cursos mais inúteis…

Bem, um deles acabou sendo útil para mim, mas, eu tenho formação dupla em escritas criativas e estudos clássicos, com uma concentração em latim. Então, eu basicamente, o que era um passo além de quando eu comecei a universidade com curso de performance vocal, então eu decidi que queria algo com uma carreira muito mais sólida, então, obviamente, escolhi essas duas coisas.

Marcus Lucas: Uau, você está me impressionando.

Eu gosto do que Bruce Lee diz em um de seus vídeos, “Você precisa ser como a água. Você coloca água em um copo, ela transforma o copo. Você coloca água em uma tigela, ela transforma a tigela, seja água, meu amigo.”

E é assim que é a maioria de nós, temos de nos adaptar a situações e seguir o barco. Talvez aprender uma nova habilidade por conta própria.

Ou… fazer um curso diferente e aumentar a quantidade de habilidades que você tem, para que possa crescer.

Elisa Doucette: Essa é a primeira coisa que é uma habilidade tão importante da vida que raramente é ensinada, que é a adaptação.

E o fato de que eu estava apenas conversando com Dan, na verdade, alguns dias atrás, e eu disse isso a ele em uma decisão particular de negócios que estávamos tomando, e nós tínhamos de descobrir o “encolher e rolar”.

E ele disse assim: “O que é esse ‘encolher e rolar'”?

E eu disse tipo: “Você nunca ouviu falar, tipo quando você está pulando de um veículo em movimento?”

E ele falou: “Por que você sabe pular para fora de um veículo em movimento?”

E eu disse: “Essas são coisas importantes a se saber.”

Quando você pula de um veículo, você deve tomar a posição fetal
rolar para fora do local do acidente. Foi assim que eu sofri um grande acidente em Bali, e eu fiquei na posição fetal e rolei fora dele.

Marcus Lucas:Exatamente. Saber mais coisas, e até mesmo antes da entrevista,
estávamos falando sobre como às vezes, não é muito confortável, não é?

Inclusive eu estava dizendo a ela, eu não sei por quê, mas eu estava nervoso e eu ainda estou um pouco nervoso agora, e ainda que você esteja se sentindo assim, você precisa tentar, apesar do medo, de como você se sente, e por exemplo… falar em público é amedrontador para muitas pessoas, estar na frente das câmeras pode ser amedontrador também, mas quanto mais você o faz, mais confortável você se sente com isto e pode controlar seu corpo melhor.

Elisa Doucette: Esta é a maior parte da adaptação e tudo mais,
Nada é confortável quando você faz pela primeira vez. Eu não sei de nada que o seja, exceto, talvez, tomar sorvete de morango.

Eu realmente gostei pela primeira vez que tomei. Mas você segue realizando estas tarefas, você continua tentando.

E quanto mais coisas novas você acaba experimentando, é meio estranho, mas se torna mais fácil experimentá-las.

Se você faz disto uma constante em sua vida, o desconforto será todo um novo nível de desconforto.

Marcus Lucas: Porque uma das coisas que eu penso serem a maior mentira que as pessoas te contam quando você é jovem, é quando você vai à aula, e as pessoas dizem: “É, eu não estudei…”, e elas tiram nota 10. Eu tenho um amigo que foi dar uma palestra no estágio, e estava incrédulo: “É, eu não pratiquei…”.

Ou mesmo, o Steve Jobs, antes das apresentações chave, ele levava sete dias olhando todo o teatro, a iluminação, praticando para deixar o momento melhor do que seria sem praticar. Nós devemos praticar.

Elisa Doucette: Você deve praticar em tudo na vida. Inclusive sentir desconforto. Você tem de praticar, nunca será bom em algo se o ignorar.

Então, deve mesmo permanecer praticando para alcançar certo nível, uma das primeiras coisas que as pessoas me perguntam é: “Como eu posso me tornar um escritor melhor?”

E o pior conselho que qualquer pessoa pode dar, mas o único conselho que qualquer escritor pode dar é: “Apenas escreva.” A única maneira de eu conseguir ser boa escritora foi que eu venho escrevendo constantemente todos os dias, há 15 anos.

Se eu ainda estivesse patinando, eu teria que encontrar outra carreira rapidamente.

Marcus Lucas: Ou continuar escrevendo, ou continuar aprendendo.

Elisa Doucette: Exatamente, talvez eu esteja em um nível intermediário sob este ponto de vista agora.

Marcus Lucas: Tipo escrever para a Forbes, surgiu por acaso… Mas uma das coisas que você tinha, você tinha um blog. Hoje em dia, blogging é muito diferente de 5 anos atrás.

Não é mais apenas falar sobre sua vida, como você se sente e quantos gatos você viu durante o dia.

Mas é uma plataforma que poderá demonstrar seu trabalho, ou suas habilidades, sua mentalidade, inclusive para negócios, poderá ser uma estratégia e pode, na verdade, trazer um grau mais alto de conexão com as pessoas.

Então, pessoal, se vocês puderem, tentem fazer alguma coisa. Cada voz é única.

Elisa Doucette:Em absoluto. As pessoas têm histórias para contar, todo mundo tem uma história. Independente se é uma história profissional, pessoal… inclusive empresas e negócios têm suas histórias para contar. A verdade desta questão é, como você disse, vai dar trabalho.

Eu conversei com certo número de pessoas que até entendiam a ideia de blogs e a ideia de participar de redes sociais, mas na hora de dar a largada, eles pensam tipo: “Ah, eu não tenho tempo.” “Mas, como você se tornou escritora?” E eu digo tipo: “Sinto muito, nós não estamos nos entendendo.” É algo muito fácil de fazer, mas a única coisa que se exige é de você.

Marcus Lucas: Você vê o trabalho de freelancer, o empreendedorismo e estar trabalhando, ser capaz de trabalhar em qualquer lugar, o estilo de trabalho independente, nomadismo digital, como sendo algum tipo de revolução nova que estamos tendo agora?

Elisa Doucette: Eu absolutamente, absolutamente acredito.

Eu escrevi sobre isto antes, em termos de épocas históricas. No meu ponto de vista, a máquina causou a revolução industrial.

Então, as pessoas já não precisavam mais depender…

Marcus Lucas: O que quer dizer com a ‘máquina’?

Elisa Doucette: Na verdade, qualquer tipo de maquinários, como fábricas, máquinas, as pessoas já não precisavam mais estar nos campos, fazendo muito trabalho por conta própria.

Trabalhadores de metais não precisavam fundir suas coisas constantemente, as pessoas começaram a criar máquinas que faziam as coisas, então era um ambiente de trabalho completamente diferente.

Agora, você tem pessoas que não estão mais fazendo isto, todo mundo estava fazendo trabalho manual, você tem pessoas gerenciando as máquinas.

E depois, a segunda revolução que surgiu, foi quando os computadores revolucionaram os escritórios. Então, outra vez. Não mais se tinha pessoas trabalhando nas fábricas ou nos campos e trabalhando nestas plantas e nos lugares em que estas coisas precisavam ser feitas, agora, já se tinha pessoas dando um passo à frente, trabalhando com computadores em escritórios e gerenciando.

As máquinas é que agora estavam fazendo o trabalho que as pessoas costumavam fazer. E então eu vejo que o laptop, em partes com uma internet disponível, é o próximo mecanismo de uma nova revolução e trabalho.

E esta revolução significa que as pessoas não estão mais atreladas a escritórios. Se você tem um laptop e uma conexão wifi, você pode trabalhar de qualquer lugar.

Marcus Lucas: Mesmo que você tenha uma empresa e tenha funcionários lá dentro, trabalhando no escritório, a maioria das pessoas pensa que você precisa ter seus subordinados por perto, para que possa controlá-los.

E eu me lembro, tudo é uma questão de comunicação, como você se comunica com seu funcionário ou com um freelancer, para falar sobre como você realizará a tarefa o mais rápido possível. Eu estive em muitas, muitas reuniões. E na última reunião da qual participei, o dono da empresa estava presente, e ele era britânico…

Então ele dizia tipo: Sim, vamos achar a solução para o problema aqui, e você sabe o que eu quero dizer?” Então, OK. Eu dei a solução que eu pensei ser a melhor possível para a questão. E então, fizemos uma mesa redonda, e todo mundo fez uma lista de prós e contras. E tipo, parecia que nunca iria terminar.

Oh, meu Deus! Este o meu tempo! Meu tempo é limitado. Eu preciso estar fazendo algo. E então ele disse: “É, talvez a solução A não vá funcionar, por isto, isto e isto. E a solução B não é boa por isto, você me entende?”

Nós estamos lá faz uma hora, eu poderia ter criado uma página de captura, odtido leads, testado se seu negócio era lucrativo ou não, e talvez, até mesmo ter obtido fundos nesta uma hora, você me entende?

Então, tudo gira em torno do modo como você se comunica. E agora, se tem Skype, se tem o Google hangout, temos e-mail, temos maneiras mais bem estruturadas de nos comunicarmos. É realmente bom revermos a maneira que estamos fazendo negócios e nos comunicando com as pessoas em geral.

Elisa Doucette: … o que acaba acontecendo, tão logo você tenha uma quantidade de empregados em uma sala, é que todo mundo acha que tem que dizer alguma coisa, porque você está na sala.

Independentemente se você tem alguma contribuição útil em relação ao assunto ou não, principalmente em situações como esta, em que todo mundo está ao redor da mesa, tipo, você não quer ser aquele funcionário idiota que não tem nada a dizer na conversa.

Enquanto nas comunicações digitais, por elas ocorrerem com pouca frequência, você realmente tenta fazer o melhor que pode do seu momento de interação.

Por exemplo, trabalhar com o Tropical MBA e o Dynamite Circle, nós temos uma equipe… e a qualquer momento que temos ligações por telefone, de tipo 5 a 8, ou 9 pessoas na nossa equipe.

Nós ficamos no telefone uma vez por semana, eu acho que Dan e eu estivemos no mesmo país, nem cidade, no mesmo país, talvez por 8 meses dos dois últimos anos.

Marcus Lucas: Então, Dan agora está em Saigon, e você está aqui em Chiang Mai?

Elisa Doucette: Dan e Ian, que são os donos da empresa, estão em Saigon, eu estou em Chiang Mai. Eu geralmente sou do tipo ‘lobo solitário’. Ian geralmente está em San Diego, em um continente diferente. E então, nós temos empregadores e equipes de membros por todo mundo.

E isto funciona para nós, porque nós basicamente descobrimos que, sempre que a gente tem uma oportunidade de estar juntos no Skype, ou toda vez em que nós mandamos um e-mail ou algo do gênero, o mais importante é que a gente faz, é desmembrar os pontos-principais o mais rápido possível.

Há muitos e-mails com pontos-principais indo e voltando na nossa organização, pois não precisamos ter longas conversas exaustivas, apenas precisamos saber o que precisa ser dito e feito para seguirmos a diante.

Marcus Lucas: Exatamente, eu tive freelancers de diversos países, do Bangladesh, Malásia, América, Filipinas, Índia, e eu adoro a maneira com que nos comunicávamos, porque não era tipo, perder tempo durante a comunicação, mandamos os pontos importantes, o que deve ser feito, esclarecia este ponto, esclarecia aquele, feito.

E então, a tarefa começava, não tem muito isso de tentar ser legal, tentar tipo: “Ah, como foi seu dia?” “Oh, hoje estou com dor nas costas.”

“Ah, minhas crianças estão doentes.”, entrando em outro tipo de comunicação que não é muito produtivo para a tarefa a ser realizada naquele momento.

E uma coisa que eu realmente adorei no seu blog, eu tenho um amigo que estava me dizendo: “Marcus, você precisa viver sua vida como em um livro. Se você fosse escrever um livro sobre sua vida, construa-a como se fosse um livro.”

E eu vi seu blog, e você diz: “A vida é muito curta e bela para vivermos na média.” Deixe-me uma mensagem final para inspirar a todos em relação a isto.

Elisa Doucette: Tendo minha base em obras criativas, eu escrevi muitas obras criativas, em sua maioria não publicadas, nem mesmo publicáveis, ninguém deveria ler o que eu escrevi até então.

Mas eu creio muito nas nossas vidas, nas nossas histórias. Nossas vidas são basicamente uma série de histórias, todos os dias, quando você acorda, você tem um novo capítulo, e então a única maneira de você conseguir fazê-lo, é realmente assumir o fato de você ser o autor de sua própria vida.

E então, eu, pense, eu iria querer ler um livro que fosse entediante e quase sem conteúdo, e a personagem principal não faz quase nada?

Eu iria querer ler um livro que é tão bonitinho e sofisticado e pernóstico que eu não possa entender nada do que acontece na história? Não, você deve descobrir um meio termo e ter a certeza de que nunca se acomodará pensando no que sua vida deveria ser, em vez de realmente buscar o que ela pode ser.

Marcus Lucas: Oh, isto é incrível! Pessoal, esta é Elisa. Muito obrigado!

Elisa Doucette: Muito obrigada por me haver convidado!

Marcus Lucas: Eu me sinto verdadeiramente honrado, pois ela é uma pessoa muito interessante, ela está fazendo acontecer de verdade, vivendo remotamente, inspirando mais pessoas e se vocês puderem seguir o blog dela na coluna da Forbes, é uma leitura fantástica, sem erros gramaticais também. Esta garota é ótima.

Elisa Doucette: E também confiram o Tropical MBA, porque eu faço muitas coisas lá também.

Marcus Lucas: Incrível! Muito obrigado!

Elisa Doucette: Absolutamente, agradeço a você!

Marcus Lucas: Até breve, pessoal.

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OSAKA, JAPÃO

Marcus Lucas, além de Mestre em Sistemas de Informações Globais e Telecomunicações pela Waseda University, Japão, é empreendedor digital nômade e autor, apaixonado por automação de negócios e lifestyle business.

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