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Como Comecei do Quarto, Hoje sou Nômade Digital e Moro na Tailândia

Por

Muitas são as perguntas sobre como de fato é morar na Tailândia e como é a vida de (e como se tornar) um nômade digital.

Lembro até hoje os olhares arregalados das pessoas na platéia quando mostrei meus bens materiais – duas mochilas – nos palcos dos eventos Afiliados Brasil e do TEDxUFABC.

Nas enxurradas de dúvidas, sempre surgem perguntas sobre o começo da jornada de empreendedorismo e da busca por maior liberdade.

Felizmente, realizamos um bate-papo exatamente sobre isso. Espero que, de alguma forma, possa inspirar jovens empreendedores na construção de negócios e no impacto positivo para com a sociedade.

Seu Bate-Papo Sobre Morar na Tailândia, Ser Nômade Digital e Empreendedorismo:

O Bate-Papo #11, da nossa categoria de Bate-Papos & Entrevistas, é um tanto atípico. Desta vez, é o empreendedor digital e GV Top Pedro Quintanilha quem guia o bate-papo, feito para uma série de suas entrevistas.

Coloque esse vídeo no seu site (copie e cole o código HTML)

Além de conhecer um pouco mais da minha jornada, também aprenderá sobre os seguintes tópicos:

  • Como foi o começo da jornada empreendedora e o motivo por trás dela;
  • Os principais passos para selecionar um projeto rentável;
  • Como realmente é possível começar a empreender com recursos financeiros limitados;
  • Dois exemplos reais de projetos de renda passiva – e cuidados que precisamos ter quando conquistamos muita liberdade;
  • Como encontrar um propósito mudou completamente o meu foco e visão sobre o mundo (e como pode mudar o seu também!);
  • Uma dica CRUCIAL para quem está começando a empreender;
  • E muito mais

Dentre as mais variadas perguntas, discutimos sobre como eu comecei a empreender do meu quarto, como encontrar mais propósito através do empreendedorismo, e morar na Tailândia.

Assista também a minha palestra no TEDx Talk, em São Bernardo do Campo:

Sem dúvida as informações passadas podem ser de grande valor para você.

Atualmente, vivemos em um mundo em constante mudança, com meios de comunicação e meios de transporte cada vez mais baratos.

A boa notícia é que o acesso a informações aplicadas e de qualidade está cada vez mais acessível, mas se faz de nossa responsabilidade a busca por tal conhecimento.

Agora uma pergunta para você…

Você tem alguma dúvida ou pergunta sobre empreendedorismo digital, morar na Tailândia ou se tornar (ou ser) um nômade digital?

Deixe a sua pergunta ou participação nos comentários abaixo.

Um forte abraço,

Marcus Lucas - Assinatura  

“O Marcus Lucas é um nômade digital. E você vai saber um pouquinho mais o que é ser um nômade digital e como é a vida desses seres que só são conhecidos no Animal Planet e no Discovery Channel.” – Pedro Quintanilha

Sua Transcrição: Morar Na Tailândia Como Nômade Digital

Pedro Quintanilha: Olá! Aqui é o Pedro Quintanilha, do Mentalidade Empreendedora, e seja muito bem-vindo a mais um vídeo da nossa série de entrevistas Fazendo História Antes dos 30!

E hoje, eu estou aqui com um amigo meu que já passou dos 30, mas passou pouco, mas ele começou antes dos 30, e ele, antes dos 30, já fazia história.

O nome dele é Marcus Lucas, e ele é um nômade digital. E você vai saber um pouquinho mais do que é ser um nômade digital e como que é a vida desses seres, que só são conhecidos no Animal Planet e no Discovery Channel. (Risos).

To brincando! E aí, Marcus! Tudo bem, cara? Como é que você está?

Marcus Lucas: E aí, Pedro! Tudo bem. Realmente, nós somos uma classe estranha, bizarra, exótica, e qual é a outra palavra que tu falou?

Excêntrica?

Pedro Quintanilha: Excêntrica. (risos!)

Marcus Lucas: Bom, o prazer é meu! É um prazer estar aqui falando com vocês, compartilhando um pouco da minha experiência com o empreendedorismo!

Agora, eu já passei dos 30, estou com 31, mas eu comecei há uns 5 anos atrás, então, quando eu comecei, eu tinha menos de 30. Então, eu estou aqui pra compartilhar o que foi possível com vocês.

Então, obrigado, Pedro!

Pedro Quintanilha: Legal, cara!

Muito bom ter você aqui com a gente, cara, compartilhando um pouco da sua história, esse jeito, né, cara, de viver, nômade, é algo que provoca assim… muito desejo nas pessoas, porque vocês trabalham como nômade digital, provoca esse sentimento.

E muitas vezes, a pessoa está ali, presa naquela rotina do mercado de trabalho e com a sua vida, e com aquilo que você faz, que é a busca da liberdade, você consegue desfrutar de algo que a maioria da sociedade não consegue, ainda, desfrutar.

E eu queria que você compartilhasse um pouquinho, Marcus, como você começou, cara, a dar esses passos, e conta aí um pouquinho dessa história aí, do seu começo.

Marcus Lucas: Opa! Legal. Então, eu comecei em 2009.

Eu trabalhei no Japão durante um tempo, e no Japão, teve o colapso financeiro em 2008, e pra quem ainda se lembra desse colapso, foi que bancos nos Estados Unidos, eles quebraram, e a economia financeira global teve um colapso muito grande.

E naquele tempo, eu lembro que eu vi colegas de trabalhos sendo demitidos, foi uma sensação horrível, e o ambiente, em si, na empresa, não estava muito legal também.

Então, quando eu vi que a pessoa que era meu mentor decidiu se demitir, então, foi ali que eu comecei a refletir se realmente eu deveria ficar naquela empresa ou não.

E esse meu mentor é uma pessoa fantástica. Todas as pessoas que me ajudaram ao longo do caminho, eu considero como mentor, e ele foi um dos primeiros.

Ele tem Ph.D. em Inteligência Artificial, na Universidade de Búfalos, em Nova York, e quando ele se demitiu, eu fiquei ali, meio sem saber o que fazer, que a gente tem esses momentos de queda, a gente não sabe o que fazer, dá um desespero, e eu decidi também me demitir.

E eu li o livro clássico, o Trabalhe 4 Horas por Semana, e mesmo assim, eu estava com muito medo.

E eu conheci uma outra pessoa, que é o Chris Kirkland, e que ele já tinha um estilo de vida muito legal, ele tinha uma empresa na Inglaterra e também, agora, está montando uma empresa no Japão, e ele podia estar em qualquer lugar.

Então, eu perguntei pra ele o que eu tinha que fazer, e eu falei que estava apavorado, e ele falou assim:

“Marcus, não te preocupa, vai dar tudo certo!”

E, só por ele falar aquelas palavras, eu tomei ele como um mentor pra mim.

Depois disso, eu tive que voltar pra o Brasil, e eu comecei empreendendo do meu quarto. Então, muitas pessoas vão falar que a coisa mais fácil que tem é empreender.

Obviamente, ela pode ser mais gostosa, se a gente tem um propósito, se a gente já tem um objetivo, se a gente sabe onde é que a gente quer chegar.

Mas no início, pode ser difícil sim, mas depois, as recompensas são muito, muito interessantes.

Pedro Quintanilha: Que legal, cara!

Então, você começou empreendendo do seu quarto. É interessante isso, porque muitas vezes, eu percebo que as pessoas chegam até mim e falam:

“Cara, mas é muito difícil empreender, é muito risco que você tem que assumir.”

E Marcus, como que você conseguiu começar a empreender do seu quarto? Você… surgiu de uma ideia, alguém te ajudou? Você aprendeu alguma coisa especial?

Como é que foi esse passo pra você começar a caminhar e empreender a partir do seu quarto, cara?

Marcus Lucas: Então, é muito legal que tu falou isso, até porque hoje em dia, a quantidade de informação e os recursos pra empreender online são muito menores que no mundo físico.

Eu acho que a maioria do pessoal que está assistindo já sabe disso, e eu comecei, acho que a primeira parte, até, que eu tenho, em treinamentos, eu ensino isso, acho que o Pedro também ensina isso, a primeira parte é tentar jogar a ideia pra o alto.

E nessa parte de jogar a ideia pra o alto, é ter ideias de nicho de mercado que a gente pode atuar e que a gente gosta também. Então, quando eu me demiti do Japão, eu tinha uma série… eu tinha uma leque de possibilidades.

Eu até tenho um caderno que eu anoto todas as ideias que eu tenho.

Então, eu tinha uma que era o underground em Tóquio, outra ideia era ajudar brasileiros no Japão, outra ideia era sobre relacionamentos no Japão, e até que eu cheguei numa, que foi o GraduateInJapan.com, que foi o empreendimento que eu criei depois disso.

Ele é um guia de preparação pra quem quer ir pra o Japão com uma bolsa de mestrado ou Ph.D., que foi a mesma que eu peguei, e essa bolsa é uma das melhores do mundo.

Eu me dei conta que eu já tinha aquela bolsa, já tinha uma boa experiência naquele assunto, e aí, eu entrevistei mais pessoas pra compilar informações dentro desse livro digital.

Então, a primeira coisa é gerar ideias, ter um pouco de noção onde a gente quer chegar, o que a gente gosta, fazer uma lista sobre isso.

E depois, o outro passo que eu chamo, a outra parte que eu chamo é de validar a ideia: Será que aquela ideia vai ser rentável?

E por que isso? Se ela não for rentável, não tem nem por que a gente continuar aqueles projetos, a não ser que a gente já esteja financeiramente livres, mas eu não estava, naquele tempo.

Eu não podia queimar meus investimentos, sendo que eu tinha que sobreviver. Então, eu comecei a fazer uma validação de se as pessoas queriam comprar ou não aquele produto digital.

E essa foi minha validação de mercado, pra saber se o pessoal queria fazer essa troca financeira com aquela minha ideia que eu estava propondo ao público.

E depois de validar aquela ideia, eu vi que tinha muitas pessoas querendo. Então, eu lancei o projeto e eu vendo esse livro… 2009, 2010… 5 anos.

Agora, está no ClickBank. Eu não trabalho nele, ele está 100% em renda passiva.

Pedro Quintanilha: huhumm.

Marcus Lucas: Até, eu acho que hoje, eu vi meu e-mail e eu tive 2 vendas. O bom que ele está em dólar. Então, 32 dólares, agora, no Brasil, é quase 100 reais.

Ali é que foi a análise de risco, porque muitas pessoas ainda falam:

“Ah, não, porque é muito arriscado! Tem que saber muita coisa.”

Mas tem formas mais… tem estratégias mais fáceis de saber se o negócio vai dar certo ou não. Até eu lembro que naquele tempo, quando eu fui entrevistado pelo Arlindo Armando no blog dele, no primeiro blog lá, o ‘Blog na Carteira’.

E eu mencionei que eu comecei do quarto, meus recursos financeiros estavam realmente limitados, e um dos comentários de uma pessoa foi assim:

“Ai, todo mundo sabe que hoje em dia, pra começar, tem que ter servidor, tem que ter um gerente de e-mail, uma plataforma de e-mail marketing, que custa, sei lá, 100 dólares por mês, que tem que ter tal coisa…”

E eu pensando:

“Cara, quando eu validava as ideias antes, eu não tinha nenhuma plataforma de e-mail marketing, eu não utilizava. Eu fazia ‘na mão’.”

O pessoal que se cadastrava numa lista pra comprar, eu pegava aquela lista e colocava num arquivo txt no servidor, com o e-mail da pessoa, e depois, eu mandava mão a mão, um a um, dizendo que estava pronto o produto pra eles comprarem.

Então, não precisa ter as plataformas mais sofisticadas. Obviamente, precisa ter um servidor confiável.

E, fora isso, é contatos, é parceria, analisar público, é contribuir e estar engajado com pessoas no mesmo grupo de interesse, por exemplo, pra começar a alavancar o negócio.

Pedro Quintanilha: Eu percebo que é muito essa questão da vontade, né, cara? Do cara ter realmente o desejo de empreender.

Uma das coisas que eu falo bastante até, pra a galera que segue a gente no Mentalidade Empreendedora e que está acompanhando essa série de entrevistas aqui do Acelerador Digital, é que o empreendedor, ele precisa ter apetite, não é, cara?

Precisa querer desenvolver, querer crescer, querer ajudar os outros também, porque empreender nada mais é do que resolver um problema de alguém, ou de um grupo de pessoas.

E em relação a isso, Marcus, em relação a resolver problemas e se dedicar a uma causa, eu sei que você é um cara muito engajado com causas sociais, com esse desenvolvimento humano, o desenvolvimento da humanidade pra que ela possa utilizar aquilo que ela simplesmente precisa, e não excessos e tudo isso.

Você é adepto dessa vida simples, né?

Eu queria que você compartilhasse um pouquinho disso, um pouquinho de… o que você acredita em relação a isso, o que que as pessoas podem te ouvir e aprender um pouco desse estilo de vida que você adotou pra si.

Marcus Lucas: Opa! Muito legal a gente conversar um pouco sobre propósito e um âmbito mais…

Uma visão de onde a gente quer chegar, o que que a gente quer contribuir pra a sociedade, e eu lembro que um dos momentos que me fez parar um pouco pra pensar, depois que eu lancei um dos maiores projetos iniciais lá, O Búfalos, eu acredito que tu tenhas sido meu cliente naquele tempo, e eu fiz uma boa parte automatizada do negócio.

Então, automatizei até tráfego com afiliados, automatizei o SAC em São Paulo, automatizei uma série de coisas no meu negócio, em que eu trabalhava em torno de 2 horas por semana.

E naquele tempo, eu vim para morar na Tailândia pela primeira vez, através da AIESEC, para plantar árvores.

Eu vim pra cá pela AIESEC, que é uma organização de intercâmbios, porque eu já queria ter um ciclo social aqui quando eu viesse pra cá. Não viesse sem conhecer ninguém de ante-mão.

Naquele ano, eu fiquei um ano inteiro mal tocando no negócio, a única coisa que eu fazia todo mês, todo mês, tinha que fazer, obviamente, a parte de contabilidade, tinha que agendar promoções e arquitetar promoções e gerenciar afiliados.

E era basicamente isso que eu fazia e alguns tickets, algumas respostas a clientes, eu dava, porque a minha equipe de suporte não sabia responder.

Então, algumas coisas, eu dava o apoio também. Também, reembolso, esse tipo de coisa. Então, em torno de 2 horas por semana, eu fazia isso.

Só que chegou um tempo, até o Bruno Picinini, ele veio fazer uma viagem no Sudeste asiático, não sei se você lembra desse tempo. O Bruno Picinini é outro empreendedor…

Pedro Quintanilha: Lembro! Lembro sim!

Marcus Lucas: E eu… sabe quando tu encontra outro brasileiro que está fazendo o que tu já estavas fazendo há um tempo? Eu pensei assim:

“Cara, eu não estou sozinho. Eu não estou louco! Tem pessoas que entendem por que que a gente está fazendo essas viagens.”

Pedro Quintanilha: Risos.

Marcus Lucas: E eu lembro que eu me senti assim:

“Caramba, eu encontrei um outro brasileiro! Agora, eu posso compartilhar informações, ideias, e trocar mais figurinha.”

E até que uma segunda vez, eu fui pra uma ilha chamada Koh Phangan, no Sul da Tailândia. A gente foi pra lá, que a gente ia gravar uma entrevista e tal, que eu coloquei no blog, e cara, eu não tinha muita coisa.

Eu não tinha muito trabalho que fazer, e ele estava em lançamentos, ele estava começando a fazer os lançamentos dele bem no início lá.

E todo dia, a gente ia num quiosquezinho na beira da praia, e ele trabalhando, focado, e cara, eu não tinha o que fazer! Sabe?

E estava com renda passiva ali entrando. E eu, uma vez, tomei um trago lá. (Olha eu falando isso pra a tua audiência! Risos!) Porque tem que ter muita responsabilidade depois disso, porque eu não tinha, não tinha pensado nas outras coisas ou mais.

E daí, eu fiquei pensando:

“Cara, tem que ter algum propósito isso. Não é só ficar na beira da praia, tomando cerveja, sem ter o que fazer.”

Depois de um tempo, é que a gente começa a lançar projetos de renda passiva.

E daí, até que depois, eu voltei pra o Brasil, e eu conheci a Moema, uma moça que ela fala 7 línguas, que achei fantástico conhecer ela, e ela falou assim:

“Ah, Marcus, eu quero montar um negócio online. Vamos conversar?”

Eu fui na casa dela, essa menina, ela não enxerga, ela nasceu sem os olhos, e ela mostrou no computador, assim… a forma como ela… elas escuta muito rapidamente as pastas pastas.

O programa do computador lê as pastas muito rápido, que o nosso ouvido não escuta, não sabe o que está fazendo ali, não entende o processo.

E eu assim:

“Caramba, cara! Como é que pode essa moça falar 7 línguas, ela toca teclado, fez curso de Massoterapia, e ela quer fazer um negócio online, porque quer fazer uma coisa escalável.”

E eu:

“Caramba! Quanta gente que tem olhos, mas não enxerga.”

Então, ali, eu me dei conta que é uma boa possibilidade, não só pra incentivar à inclusão social, na inclusão digital, e pessoas com deficiências também fazerem isso.

E agora, ela trabalha comigo, ela faz as traduções e transcrições do Libertação Digital, e a gente tem planos de lançar um produto pra ela.

Agora, como eu estou em fase de reformulação dos negócios, e a gente quer automatizar algumas partes ainda, eu recém contratei um novo programador, então, vai demorar um pouquinho mais, mas ela está comigo.

Todo mês, ali, a gente está trabalhando junto, ela fazendo as transcrições e traduções, e a gente vai lançar, eu não sei se a gente vai lançar esse ano.

Talvez no ano que vem, porque tem vezes que a gente já quer fazer muito mais rápido, mas a gente não pode dar passos maiores do que as pernas.

Então, esse é um dos meus planos, de poder mostrar isso, depois que a gente fizer o lançamento dela, poder inspirar mais outras pessoas também que ou tenham algum tipo de deficiência, ou até não, a se espelharem e fazer coisas boas pra o mundo e também empreenderem online.

Pedro Quintanilha: Legal, cara! Muito bom!

Muito bom esse compromisso e o fato de você ter encontrado esse compromisso, porque eu vejo, que eu percebo isso também, uma das coisas que a gente percebe é que algumas pessoas vivem correndo atrás de encontrar o dinheiro.

E aí, uma dada hora, ela encontra, e aí, quando ela encontra, acabou o sentido. Então, se o sentido da vida de quem está buscando empreender for simplesmente encontrar o dinheiro, ou conseguir ganhar dinheiro simplesmente, é muito pouco, não é, cara?

Muito pequeno isso! E uma das coisas que a gente busca desenvolver e estimular é realmente isso…

É ajudar um empreendedor, um potencial empreendedor, a encontrar o seu verdadeiro propósito e o sentido daquilo que ele está fazendo, porque com o propósito, a gente consegue ir muito mais longe e até mesmo tem a possibilidade de ganhar muito mais dinheiro, não é, cara?

Isso é muito, é muito curioso, essa questão.

Marcus, eu queria que você compartilhasse um pouquinho sobre os próximos passos, cara, que você enxerga pra o caminho daquele que já começou, que já entrou em campo.

Ele já decidiu que ele vai se tornar um empreendedor. Quais são os próximos passos que você indicaria pra esse jovem empreendedor?

Marcus Lucas: Tem tanta coisa, cara!

Pedro Quintanilha: Risos!

Marcus Lucas: Deixa eu pensar aqui…

É difícil dar só uma sugestão. O que eu posso falar, obviamente, é baseado no que eu fiz, nas minhas conexões, ou na minha experiência, mas uma das coisas que eu acredito que sejam cruciais é encontrar pessoas com a mesma mentalidade.

Pessoas que querem crescer, que estão dispostas a tomar risco também. Que eu lembro que quando eu comecei… (Óh eu abrindo a minha vida pra vocês aí, óh! Depois, vão dar Dislike, vão desassinar teu canal)

Pedro Quintanilha: Risos!

Marcus Lucas: Mas uma das coisas que eu lembro que quando eu comecei a empreender, que eu estava com recursos limitados pra lançar os projetos, e teve um tempo até que eu fiquei um tempinho, morei com a minha família.

E eu lembro que naquele tempo – Meus pais não são empreendedores, são muito competentes no que eles fazem, mas eles não são empreendedores.

Então, era muito difícil eu compartilhar ideias e informações com eles, e não tinham nem como dar um apoio ou uma sugestão. E eu lembro que tem um tio meu, que ele é empreendedor, e ele foi uma das únicas pessoas que falou assim:

“Realmente, vai fundo, é assim, vai ter um monte de pedra no caminho, mas o negócio é não desistir e aprender com os erros, não levar nada pra o lado pessoal.”

Porque tem muitas vezes que, sei lá, um parceiro não está engajado, a gente leva pra o lado pessoal, ou o freelancer… não entregou o trabalho, a gente leva pra o lado pessoal também, então, foi ali que… ele me passou uma energia tão gostosa, e eu lembro daquilo.

Então, eu decidi estar mais perto de pessoas assim.

Até que eu, depois, fui pra a Lituânia, num evento com multi-milionários lá, fui mentorado por um multi-milionário em Koh Samui, uma ilha na Tailândia, então, essa energia positiva e gostosa, ela é muito boa.

Muitas vezes, a gente fica na zona de conforto, porque obviamente, é mais fácil pra a gente, mas a gente tem que tomar uma atitude racional, mesmo que seja desconfortável, pra estar perto desse tipo de pessoa, porque eles vão passar feedbacks, eles vão estar torcendo pelo seu crescimento, eles vão querer que você cresça também.

Outra coisa é tentar entender um pouco como é que as coisas funcionam, por exemplo, o livro do Tim Ferriss já fala muita coisa sobre como ter uma ideia e tentar validar. A validação básica já tem ali no livro.

Tipo, como é que a gente faz os primeiros passos. Então, e hoje em dia, tem tanta gente ensinando tanta coisa, que a gente já não sabe mais o que que é pra gente e o que que não é. Então, tem que ter muito cuidado.

Se recém está começando mesmo, tem que chegar alguém que comece lá do início, o legal que o Pedro Quintanilha está falando de mentalidade, desde alinhar a mentalidade até começar numa escala em nível mais avançado.

Então, não tem como queimar etapas. Tem que ir devagarinho, até chegar no resultado final.

E então, aquele gancho inicial que eu falei antes, é que tem vezes que a gente quer falar pra todo mundo que a gente estar empolgado, quando a gente está começando a empreender, que a gente acha que a melhor coisa é falar pra todo mundo, que todo mundo vai entender.

E muitas vezes, quando alguém não entende e passa uma mensagem negativa sobre aquele nosso empreendimento, nossa ideia, a gente pode bloquear.

Então, é melhor, algumas coisas, sempre, eu acredito que é melhor conversar com empreendedores, com pessoas que vão entender e vão apoiar você, só pra não barrar aquela energia de crescimento antes do tempo, antes do necessário.

E obviamente, busquem pessoas, se realmente querem o conhecimento adequado, livros, materiais fora, com empreendedores no Brasil também, e selecionem bem de quem que vocês vão aprender, porque cada um ensina coisas de acordo, também, com o momento da pessoa.

Por exemplo, alguns falam: “Ah, esse aqui já é pra empresários.”

Então, você sabe que se ainda não tem uma empresa, não tem empregados, talvez não seja pra você aquele treinamento. Então, tem que saber exatamente qual é o nível que você está e se aquele treinamento vai auxiliar no tipo de empreendimento que você quer criar.

Pedro Quintanilha: Legal, Marcus. Muito bom, cara! Obrigado!

Eu quero te agradecer pelo seu tempo, te agradecer por você contar, aí, partes das sua vida que você ainda não tinha contado, a gente já chegou a conversar em outros momentos.

E até tivemos a oportunidade de te entrevistar em outros momentos, e eu percebi que você, hoje, foi ainda mais fundo nessa questão aí, da tua vida pessoal, e mostrando essa realidade, não é, cara?

Pra esse jovem empreendedor, pra esse cara que está buscando empreender nesse mercado digital, e que, muitas vezes, fica iludido, cara, por fábulas e promessas de fórmulas mágicas, e coisas do tipo.

Então, foi muito legal você mostrar essa realidade de você começando a empreender no seu quarto, com as dificuldades iniciais, e depois de conseguir alcançar um resultado ao ponto de não precisar nem trabalhar e encontrar o teu propósito pra, então, voltar a acelerar os resultados e acelerar nos seus novos projetos.

E daí pra frente, tem sido, aí, só crescimento. Muito legal, eu sou grato por ouvir a sua história, por acompanhar e por poder fazer parte, aí, também, disso que você tem construído.

Então, é isso, cara! Muito obrigado mesmo! Pode deixar suas considerações finais pra o nosso amigo empreendedor aí, e é isso aí.

Marcus Lucas: Opa! É um prazer enorme estar aqui com vocês, a audiência do Pedro, e eu também, eu gosto bastante do Pedro, se não, eu não estaria aqui dando essa entrevista pra ele.

E o Pedro, ele palestrou no meu evento ao vivo em São Paulo, e eu lembro que ele foi um dos palestrantes mais engajados com o propósito, e também, com aquela campanha que a gente estava fazendo naquele dia.

Então, eu vi ele realmente empenhado naquela campanha, a gente tinha que fazer umas vendas, pra mostrar os resultados ao vivo, e ele realmente estava empenhado com aquilo e realmente me surpreendeu de uma forma positiva.

Ele realmente sabe arquitetar as campanhas e é muito bacana isso.

Por tais motivos, eu acredito que o Pedro vai passar um conhecimento relevante pra vocês, e se precisar de alguma coisa, não sei se vai ter alguns hangouts, pode me convidar, Pedro, que eu vou tentar auxiliar o pessoal também, com a minha experiência e o meu ponto de vista.

E obrigado, Pedro! Foi muito legal.

Pedro Quintanilha: Com certeza, cara! Com certeza, cara! Você já… já conto com você! (Risos!)

Então, é isso, gente! Você que está assistindo a essa entrevista, tá?

Eu peço que você deixe um comentário aqui em baixo, dizendo, aí, o que você achou, se você tem alguma dúvida, se você está buscando alguma questão específica de empreendimentos digitais, o que você tem de dúvida, pode deixar aqui em baixo nos comentários, que eu, pessoalmente, vou responder.

Se você tiver alguma dúvida específica pra o Marcus, pode deixar também aqui em baixo, que eu vou até ele, peço essa resposta e respondo pra você.

Tá bom?

E continue acompanhando a nossa série de entrevistas! Em breve, você vai conhecer o nosso Curso Express do Acelerador Digital. Então, se prepara.

Um grande abraço e até o próximo vídeo. Valeu!

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OSAKA, JAPÃO

Marcus Lucas, além de Mestre em Sistemas de Informações Globais e Telecomunicações pela Waseda University, Japão, é empreendedor digital nômade e autor, apaixonado por automação de negócios e lifestyle business.

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  • Você já se imaginou criando algo pela internet que permita com que você possa trabalhar de casa ou de qualquer lugar do mundo?Há 10 anos atrás arrisquei criar algo próprio do zero, praticamente enquanto joguei no lixo dois diplomas (um de graduação e outro de mestrado). .E, naquele processo de arriscar, escutei muitos amigos e entes queridos me chamando de louco.Felizmente, apesar dos erros também vieram os acertos.E aqueles que me chamaram de louco agora estão enfurnados em um escritório trabalhando, muitos sendo mal pagos, enquanto posso viajar o mundo e trabalhar em projetos que eu tenho paixão.Portanto, seja louco, meu amigo.#nomadedigital #nomadesdigitais #ganhardinheiroonline #negociosdigitais #empreendedores #negocioonline #viajantes #templos #kiyoto #japao #culturajaponesa
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